Obama anuncia que EUA vão atacar a Síria – Bloco condena

31 de agosto 2013 - 20:33

O prémio Nobel da Paz 2009 anunciou neste sábado que decidiu que os Estados Unidos vão atacar militarmente a Síria, sem tropas no terreno. Obama declarou também que vai requerer a aprovação do Congresso e que o ataque pode ser “amanhã, na próxima semana ou no próximo mês”. O Bloco condena a decisão de Obama, tendo José Manuel Pureza frisado que “não há ‘tomahawks’ com intenções humanitárias”.

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O prémio Nobel da Paz 2009 anunciou neste sábado que decidiu que os Estados Unidos vão atacar militarmente a Síria, sem tropas no terreno - Foto de Michael Reynolds/Epa/Lusa

Barack Obama fez a declaração pública neste sábado na Casa Branca, acompanhado pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden. "Decidi que os EUA devem agir militarmente contra alvos do regime sírio", declarou Barack Obama.

"O regime de Assad tem de ser responsabilizado pelo uso de armas químicas", justificou o presidente norte-americano, considerando que se tratou do "pior ataque com armas químicas do século XXI".

Obama disse também que o ataque será uma ação contra alvos bem definidos e que não haverá invasão da Síria, nem tropas no terreno.

O presidente dos EUA anunciou também que "vai pedir autorização para o uso da força aos representantes do povo americano no Congresso" e afirmou: "Estamos preparados para atacar quando escolhermos. A ação pode ocorrer amanhã, na próxima semana ou no próximo mês".

"Enquanto levo esta questão ao Congresso e dou tempo aos inspetores da ONU, quero dizer ao mundo que os EUA não podem fechar os olhos ao que aconteceu em Damasco", disse ainda Obama.

Enquanto o presidente norte-americano anunciava a decisão, manifestantes junto à Casa Branca protestavam contra uma intervenção militar dos EUA contra a Síria.

Não há 'tomahawks' com intenções humanitárias, servem para matar, para destruir"

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Pureza da comissão política do Bloco afirmou:

"A guerra tem muitos nomes. Ação limitada e restritiva é um dos muitos nomes que se pode dar à guerra. Uma das modas do nosso tempo é não chamar guerra à guerra. Chama-se-lhe operações militares, humanitárias... Não há 'tomahawks' que sejam depositados atirados para um país com intenções humanitárias, servem para matar, para destruir".

José Manuel Pureza disse ainda sobre uma ação militar contra a Síria: "Não é o tempo para isso, é tempo para respeitar a vida e a dignidade das pessoas na Síria. Não há nenhuma guerra que permita poupar vidas, não há nenhuma guerra que se faça em nome da Paz".

Artigo atualizado às 23.30 h de 31 de agosto de 2013

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