"Os orçamentos têm sido magros, pouco ambiciosos, minimalistas, muito abaixo dos tetos previstos pelos próprios tratados, pelo que não conseguem assegurar a função redistributiva e solidária", disse Alda Sousa. Trata-se de escolhas políticas, acrescentou, e "se o Parlamento Europeu e o Conselho são os dois braços orçamentais, os parlamentos nacionais têm palavras importantíssimas a dizer" na partilha das responsabilidades.
Segundo Alda Sousa, "não é correto dizer que a crise económica impôs a austeridade, a austeridade foi uma escolha política dos próprios países e da Comissão Europeia, os programas de ajustamento destroem emprego e o crescimento social e criam uma catástrofe social".
A eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) insistiu na criação das taxas sobre transações financeiras, que considerou "cruciais porque aumentam os recursos próprios da União, o que é fundamental para o investimento a longo prazo", e também por uma questão de justiça social, "porque é necessário taxar o capital financeiro".
Em termos de investigação e desenvolvimento, Alda Sousa defendeu como fundamental "a criação de emprego científico estável e a longo prazo". A maior parte dos bolseiros de investigação "são precários para toda a vida", disse, e a questão da mobilidade é importante se esta "for voluntária; se for obrigatória deixa de fazer sentido".
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.