Orçamentos da UE sob ameaça "de cortes brutais

30 de janeiro 2013 - 0:03

A eurodeputada Alda Sousa denunciou em Bruxelas que o orçamento anual e o quadro plurianual da União Europeia não estão congelados "mas sim sob a ameaça de cortes absolutamente brutais". Numa declaração proferida na Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu, a eleita do Bloco de Esquerda acrescentou que estas escolhas "são políticas", tal como acontece com a austeridade.

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Alda Sousa interveio na Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu.

"Os orçamentos têm sido magros, pouco ambiciosos, minimalistas, muito abaixo dos tetos previstos pelos próprios tratados, pelo que não conseguem assegurar a função redistributiva e solidária", disse Alda Sousa. Trata-se de escolhas políticas, acrescentou, e "se o Parlamento Europeu e o Conselho são os dois braços orçamentais, os parlamentos nacionais têm palavras importantíssimas a dizer" na partilha das responsabilidades.

Segundo Alda Sousa, "não é correto dizer que a crise económica impôs a austeridade, a austeridade foi uma escolha política dos próprios países e da Comissão Europeia, os programas de ajustamento destroem emprego e o crescimento social e criam uma catástrofe social".

A eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) insistiu na criação das taxas sobre transações financeiras, que considerou "cruciais porque aumentam os recursos próprios da União, o que é fundamental para o investimento a longo prazo", e também por uma questão de justiça social, "porque é necessário taxar o capital financeiro".

Em termos de investigação e desenvolvimento, Alda Sousa defendeu como fundamental "a criação de emprego científico estável e a longo prazo". A maior parte dos bolseiros de investigação "são precários para toda a vida", disse, e a questão da mobilidade é importante se esta "for voluntária; se for obrigatória deixa de fazer sentido".


Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.

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