A delegação adverte também contra a "escalada de repressão da população Saaraui" nesses territórios numa ocasião em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou o mandato da ONU para organização de um referendo no Saara Ocidental (MINURSO), mas recusando-se a estender a monitorização internacional da situação ao respeito pelos direitos humanos. As dirigentes e militantes do Partido da Esquerda Europeia detetaram, por isso, "frustração e desapontamento" da população perante a passividade internacional em matéria de solução do conflito e respeito pelos direitos humanos.
A decisão do Conselho de Segurança motivou uma mobilização popular em várias cidades do Saara Ocidental durante o fim de semana, a que as autoridades marroquinas, encorajadas pelo comportamento do órgão de decisão da ONU, responderam reforçando os mecanismos de repressão. A delegação do Partido da Esquerda Europeia "foi testemunha de repressão contra manifestantes tanto por forças policiais, homens em uniformes e civis armados com bastões".
Maité Mola, uma das vice-presidentes do Partido da Esquerda Europeia, condenou "a deplorável violência das forças marroquinas de ocupação" e revelou que os agentes marroquinos carregam os seus carros com pedras que depois usam para atacar os civis saarauis e destruir as suas casas, "como aconteceu com a ativista Sultana Khaya".
A resistência saaraui não se deixou intimidar, sublinha a delegação, e manteve as manifestações, onde foram exibidas bandeiras saarauis e se gritaram slogans como "Marrocos rua", "Saara Livre" e "autodeterminação.
A delegação do Partido da Esquerda Europeia foi constituída por Maité Mola, vice-presidente; Meriem Derkaoui, conselheira municipal eleita pelo Partido Comunista Francês; Katerina Igglezzi, deputada grega eleita pelo Syriza; Cristina Simó, responsável pela organização de mulheres do Partido Comunista de Espanha; e Gitte Pedersen, da direcção da Aliança Vermelha-Verde da Dinamarca.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.