PIB português diminuiu 0,7% no primeiro trimestre

15 de maio 2014 - 11:52

Instituto Nacional de Estatística aponta como causa a "redução das exportações de bens e serviços", que anularam o contributo mais positivo da procura interna. Resultado diverge da evolução da zona euro, que cresceu 0,2% entre Janeiro e Março.

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Ministra das Finanças antecipara o mau resultado mencionando "fenómenos conjunturais".
Ministra das Finanças antecipara o mau resultado mencionando "fenómenos conjunturais".

O PIB português diminuiu 0,7% no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o trimestre anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatística na sua estimativa rápida das contas nacionais do trimestre.

O resultado contrariou previsões mais otimistas que apontavam para um pequeno crescimento de 0,15%, de acordo com a agência Reuters.

O comportamento da economia portuguesa divergiu da evolução da zona euro, que cresceu 0,2% entre Janeiro e Março, também em comparação com o trimestre anterior.

Segundo o INE, a variação negativa foi causada pela "redução das exportações de bens e serviços", apesar do contributo mais positivo da procura interna, com particular destaque para o investimento.

O comportamento da economia portuguesa divergiu da evolução da zona euro, que cresceu 0,2% entre Janeiro e Março, também em comparação com o trimestre anterior.

Fenómenos conjunturais”

Comparando com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB teve um crescimento de 1,2%. Mas esse trimestre, o primeiro de 2013, fora um marco particularmente destrutivo da era da troika, com uma contração de 4% em termos homólogos.

Recorde-se que na semana passada, no Parlamento, a ministra das Finanças mencionou a existência de "fenómenos conjunturais" que teriam afetado o crescimento no arranque de 2014, citando "paragens de produção" na Autoeuropa e na refinaria da Galp e o efeito de calendário causado por este ano a Páscoa se ter celebrado em abril.

António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, porém, já veio desmentir a ministra, afirmando que “este trimestre produziram-se e venderam-se mais carros na Autoeuropa que no mesmo período do ano passado”.