O executivo da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto pretendia alienar, por 200 mil euros, um conjunto de imóveis, situados na zona da Lapa, no Porto. Neste espaço deverá surgir um parque urbano e uma unidade hoteleira.
Há dois anos, o mesmo executivo propôs a venda em hasta pública deste mesmo edificado, mas então por 275 mil euros.
Na deliberação, aprovada com os votos favoráveis de PS, PSD, BE, CDU e três dos sete elementos do Movimento de Rui Moreira, pode ler-se que o executivo “contornou a obrigação legal de ratificação de alienação por parte desta Assembleia”. De facto, a decisão de venda dos edifícios foi tomada pelo executivo no dia 11 de fevereiro pelo executivo, contudo, este não deu conhecimento da decisão à Assembleia de Freguesia.
Em declarações à agência Lusa, a eleita do Bloco de Esquerda, Teresa Martins, criticou a opacidade e falta de estratégia do executivo, lembrando, por exemplo, que o autarca suspendeu o apoio social em plena pandemia e não se candidatou ao Orçamento Colaborativo, perdendo o seu financiamento.