Segundo um relatório da OCDE, divulgado nesta sexta-feira, Portugal teve em 2013 um aumento de 3,5 pontos percentuais na carga fiscal sobre o trabalho. A carga fiscal sobre o trabalho também aumentou emoutros países da OCDE, masesse aumento foi de 0,2 pontos em média. Em Portugal, a carga fiscal sobre salários e contribuições para a segurança social foi de 41,1% do PIB, acima da média dos 34 países da OCDE, que foi de 35,9%.
Esta enorme subida dos impostos sobre o trabalho deveu-se à introdução da taxa de 3,5% no IRS e à redução dos escalões, que passaram de oito para cinco, e em que houve um agravamento das taxas.
Portugal foi também o país da OCDE, que teve o maior aumento da carga fiscal para as famílias com filhos e em que apenas um dos membros do casal tem rendimentos. O relatório da organização internacional salienta que a carga fiscal sobre o trabalho penaliza ainda mais as casas com um único contribuinte.
No período do governo PSD/CDS-PP, os últimos dois anos, o peso da carga fiscal sobre o trabalho aumentou de 38% do PIB em 2011 para 41,1% em 2013.
Em 2013, o Estado português arrecadou 9.100 milhões de euros de IRS, um aumento de 3.200 milhões e de 35,5% face a 2012.