A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai manter todas as ações contra a prova de acesso dos professores à sua profissão, para a qual fizeram os seus estudos e obtiveram diplomas da universidade portuguesa.
Em comunicado, a Fenprof anuncia que mantém todas as “contra esta iníqua prova, incluindo a concentração em frente à Assembleia da República no dia 5 de dezembro e a Greve contra o serviço de vigilância à prova, de dia 18 de dezembro”.
A federação sindical denuncia o acordo feito entre a UGT e o Governo PSD/CDS-PP, considerando que este “acordo palaciano” legitima a prova de acesso “o que os professores rejeitam”.
A Fenprof sublinha que os docentes “foram sujeitos a avaliação académica e profissional, a qual lhes confere as condições exigidas para o exercício da profissão docente”, “que passaram por um período probatório (já nas escolas)” e “que foram sujeitos a avaliação de desempenho obtendo sempre nota positiva (Bom, Muito Bom ou Excelente) sem a qual não poderiam candidatar-se a novo contrato”.
A isenção de prova aos professores que têm cinco ou mais anos de serviço, anunciada pelo ministro Nuno Crato, poderá isentar mais de 25.000 professores, segundo o jornal “Público”. Em artigo publicado no esquerda.net, Miguel Reis e Belandina Vaz acusam: “As vítimas podem ser metade, mas a injustiça da prova continua inteira”.
Estes professores, salientam a necessidade de “realizar piquetes nas escolas onde houver provas marcadas e lutar para ganhar”.