Protestos vão continuar contra o orçamento de Estado

19 de outubro 2013 - 16:54

O secretário-geral da CGTP na jornada de luta contra a exploração e o empobrecimento afirmou que o OE para 2014 é “ilegal”. Os protestos vão continuar contra o orçamento do Estado com lutas setoriais e nova manifestação a 26 de outubro, convocada pelo movimento “Que se lixe a troika”. Arménio Carlos anunciou manifestação para o dia 1 de novembro pela rejeição do OE para 2014.

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Foto de Manuel de Almeida/Lusa

Milhares de pessoas participaram no protesto nacional da CGTP. Em Lisboa, centenas de autocarros atravessaram a ponte 25 de Abril e as pessoas concentraram-se em Alcântara. No Porto, milhares de pessoas participaram na manifestação e atravessaram a pé a ponte do Infante. “Governo para a rua” foi a palavra de ordem mais gritada na jornada de luta da central sindical.

O secretário-geral da CGTP afirma que “do ponto de vista económico e social este Orçamento do Estado não pode passar, está ferido de inconstitucionalidades” e salienta: “É ilegal”.

Arménio Carlos considerou que são “inadmissíveis os silêncios” de Cavaco Silva, perante as chantagens de Durão Barroso e da “senhora Lagarde” sobre o Tribunal Constitucional.

O secretário-geral da CGTP anunciou também uma concentração para a manhã do dia 1 de Novembro, junto à Assembleia da República, para protestar contra o Orçamento do Estado para 2014, que será votado nesse dia no parlamento, na generalidade.

O coordenador do Bloco, João Semedo, que participou na manifestação da CGTP no Porto, denunciou que o OE para 2014 mantém a austeridade de 2013, com o mesmo nível brutal de impostos, e sublinhou que o OE para 2014 agrava a austeridade com cortes nos salários e nas pensões.

A coordenadora do Bloco, Catarina Martins, que participou na manifestação da CGTP em Lisboa, considerou "inaceitável o pretexto invocado pelo Governo" para não permitir a travessia a pé da ponte 25 de Abril.

"O pretexto da segurança dos manifestantes é algo que não se pode aceitar, porque não está previsto na lei, tratando-se assim de uma limitação. Mas a verdade é que o Governo não consegue parar a contestação do povo, que recusa um Orçamento [do Estado para 2014] que é injusto, que penaliza aqueles que menos ganham, pessoas com salários logo acima de 600 euros e que retira pensões a viúvas e órfãos", declarou Catarina Martins à agência Lusa.

A coordenadora do Bloco sublinhou que apesar de "toda a chantagem exercida" pelo executivo PSD/CDS, o povo manifesta-se “perante um Governo que se curva em relação ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE)”.

"Fica-se a saber que, em Portugal, quem trabalha se levanta, não se resigna e exige emprego, salário, pensão e dignidade", sublinhou ainda Catarina Martins.

Notícia atualizada às 17.30h