A Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos aprovou no último dia 14 uma proposta do PS que extingue a freguesia do Granho, agregando-a a outra freguesia do concelho. A votação, que se realizou por voto secreto, contou com 15 votos a favor e 11 contra, tendo o apoio do PS e do PSD. Já a proposta do Bloco de realizar um referendo local para perguntar aos munícipes se concordam que a assembleia municipal se pronuncie sobre a matéria perdeu com 14 votos contra, 10 a favor e duas abstenções.
Os deputados do Bloco acusaram o PS de ser o “coveiro do Granho” e de ter medo de ouvir as populações. Em comunicado, o Bloco de Salvaterra acusou o PS local de ser “uma espécie de batedor do ministro Miguel Relvas para a aplicação no concelho da lei PSD de extinção de freguesias”, observando que a freguesia alvo da proposta aprovada é “uma das mais afastadas da sede do município, com mais características rurais e com menos serviços públicos, precisamente uma das que mais se justifica ser freguesia”.
O Bloco afirma que a proposta que o PS apresentou na Assembleia Municipal “é ilegal, tecnicamente errada e não tem qualquer viabilidade”. O comunicado observa ainda que “há ainda muito tempo, até meados de outubro, para que a Assembleia Municipal se pronuncie sobre se está de acordo ou não com a aplicação da lei. Mas o PS é 'mais papista que o Papa' e quis comprometer já o município com a extinção da freguesia do Granho”.
“O Bloco comprometeu-se a lutar até ao fim por todas as freguesias, sem ceder às chantagens que o governo do PSD colocou na lei, para obrigar os municípios a fazer o trabalho sujo de indicar as freguesias para extinção”, afirmam os bloquistas de Salvaterra. “O governo que o faça, sabendo-se agora que em Salvaterra terá a colaboração de um PS rendido à aplicação da lei de extinção de freguesias, à politiquice rasteira e aos meros interesses partidários”.