Com 136 Câmaras conquistadas sozinho ou em coligação, mais dez do que o PS, o PSD alcançou a partir deste domingo a presidência da Associação Nacional de Municípios. Uma vitória reforçada pela conquista do Porto, Gaia e Sintra e a manutenção de Lisboa e Braga. Apesar da derrota, o PS saiu da noite eleitoral sem ver repetida a hecatombe das legislativas, podendo comemorar a conquista de capitais de distrito como Coimbra, Viseu, Bragança, Évora e Faro.
Face às expetativas criadas após as legislativas, com a fasquia colocada na conquista de pelo menos três dezenas de Câmaras, foi o Chega que tirou ao PS o lugar de grande derrotado da noite eleitoral, ao ganhar em apenas três: Entroncamento, Albufeira e São Vicente (Madeira). Ou seja, metade das seis Câmaras que o CDS conseguiu manter.
Autárquicas
Bloco assume “resultado modesto” e acredita que as convergências à esquerda “vão dar frutos”
À esquerda, a CDU perdeu cerca de um terço das Câmaras e dos eleitos nas últimas autárquicas, passando a presidir a 12 autarquias. Entre as perdas destacam-se Setúbal e Évora, deixando o partido pela primeira vez sem governar nenhuma capital de distrito.
O Bloco de Esquerda viu ainda mais reduzida a sua implantação autárquica, com a eleição de apenas uma vereadora, em Lisboa. Em listas próprias, o Bloco elegeu deputados municipais no Porto, Coimbra, Torres Novas, Moita, Horta e Vila do Porto (Açores). Da participação em coligações e movimentos de cidadãos, resultou a eleição de bloquistas para as assembleias municipais de Lisboa, Figueira da Foz, Cascais, Odivelas, Loures, Seixal, Barreiro, Montijo e Portimão.