Mais de duas centenas de reformados e pensionistas do Metropolitano de Lisboa reuniram-se nesta quarta-feira em frente à sede da empresa afirmando que querem ocupar os seus postos de trabalho, diante dos cortes que vão sofrer nos complementos de reforma.
Em declarações à agência Lusa, Diamantino Lopes, da Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa, disse que os reformados e pensionistas vão apresentar-se ao serviço e pedir à administração da empresa que os distribua pelos vários postos de trabalho.
“Em causa está a aprovação pelo governo do Orçamento do Estado em que é cortado o complemento de reforma (…). Em termos brutos, estamos a falar de cortes incomportáveis entre os 40 e os 60%”, explicou à Lusa Diamantino Lopes.
Cortes previstos no Orçamento
São mais de 1.400 antigos trabalhadores que vão perder os complementos de reforma, uma medida que está inscrita no Orçamento de Estado de 2014. No final do mês, já não vão receber o complemento.
Muitos desses trabalhadores foram convidados pelas respetivas administrações das empresas a reformarem-se antecipadamente, sendo que o conselho de administração da empresa acordou com os trabalhadores que aceitaram a reforma antecipada que lhes pagaria um complemento de reforma que estava previsto no Acordo de Empresa.
Diamantino Lopes adiantou que, numa reunião no passado dia 3 de janeiro, a administração da empresa disse que ia dar seguimento ao cumprimento da lei do Orçamento do Estado e que este mês o complemento de reforma já não ia ser pago.