"A Strong está na ilegalidade porque não cumpre com o pagamento de trabalho noturno", afirmou à Lusa Rui Tomé, dirigente do sindicato dos trabalhadores de serviços de portaria, vigilância, limpeza, domésticas e atividades diversas, presente na concentração realizada nesta quinta-feira em frente à sede do grupo Trivalor e que juntou dezenas de trabalhadores.
O dirigente sindical sublinha que a Strong está a fazer também “concorrência desleal” ao participar em concursos públicos, apresentando custos menores com pessoal. As regras do contrato coletivo de trabalho do setor e também o Código de Trabalho obrigam ao pagamento de mais 25% por cada hora de trabalho noturno.
Segundo a Lusa, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) emitiu um parecer, em novembro passado, que dá razão ao STAD, mas ainda não tomou uma atitude concreta.
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Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, afirmou aos trabalhadores: "Temos de fazer com que o Governo assuma as suas responsabilidades e não podemos permitir que a pressão sobre os salários dos trabalhadores se faça à custa dos seus direitos"[/caption]
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, presente na concentração realçou à Lusa: "A ACT tem cada vez menos inspetores, tem cada vez menos dinheiro e dá respostas cada vez mais demoradas".
O sindicato meteu também uma ação em tribunal contra a empresa, mas o julgamento só está previsto para janeiro do próximo ano.
O grupo Trivalor tem mais de 17.000 trabalhadores, é de capital português e detém um total de 17 empresas, nas áreas da vigilância privada, restauração e limpezas industriais.
Arménio Carlos sublinhou que o Governo não pode aceitar a participação de empresas que não cumpram todas as regras laborais nos concursos públicos que são lançados e declarou na sua intervenção:
"Temos de fazer com que o Governo assuma as suas responsabilidades e não podemos permitir que a pressão sobre os salários dos trabalhadores se faça à custa dos seus direitos".
Na próxima sexta-feira terá lugar outra concentração de protesto dos trabalhadores da Strong, desta vez no Porto.