Trabalhadores das Finanças e Casa da Moeda em greve

19 de dezembro 2013 - 11:17

Esta quinta-feira há greve na Casa da Moeda contra o desmantelamento dos serviços sociais. Os trabalhadores dos impostos paralisam até segunda-feira e ativaram o seu fundo de greve pela primeira vez na história do sindicato.

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Depois da concentração de novembro (na foto), os trabalhadores da Casa da Moeda voltam a protestar em defesa dos serviços sociais da empresa.

Os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) marcaram um dia de greve para esta quinta-feira, com nova concentração marcada para junto à sede e com a presença dos aposentados. Depois de idêntico protesto no mês passado, que juntou meio milhar de atuais e antigos trabalhadores, a concentração irá discutir outras formas de luta contra o fim dos benefícios sociais e de saúde, que o Governo pretende agora retirar.

Os trabalhadores não aceitam a proposta do Governo de passarem para o regime geral da Segurança Social e o SNS e já disseram que estão dispostos a aumentar a quotização mensal para garantir a manutenção dos atuais serviços sociais e impedir o seu desmantelamento.

Trabalhadores dos impostos usam fundo de greve pela primeira vez 

As repartições de Finanças também estão a ser afetadas pela greve dos trabalhadores dos impostos, que se vai prolongar até segunda-feira. "O cenário, neste momento, pelas parcas informações que tenho, é de um encerramento generalizado dos serviços de finanças e alfândegas um pouco por todo o pais. O cenário que prevemos é de uma forte manifestação de vontade, apoio e unidade de todos os trabalhadores da autoridade tributária e aduaneira", afirmou o presidente do STI à agência Lusa.

A reunião com o chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais não trouxe nenhum resultado e os trabalhadores representados no Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) mantêm as reivindicações contra os encerramentos de serviços e "em defesa da sua dignidade profissional e pessoal" nas questões relacionadas com os vínculos e a progressão na carreira. "Queremos ter uma palavra a dizer no encerramento dos serviços. Não admitimos que encerrem serviços, já que não são só os trabalhadores, mas tabém as populações que ficam prejudicados. Esta é uma luta que temos vindo a travar", acrescentou Paulo Ralha.

Pela primeira vez na sua história, o STI decidiu utilizar o fundo de greve para compensar os sócios pela participação na paralisação dos serviços, que ocorre no prazo final de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social. Este fundo constituído por contribuições dos associados do STI permitirá pagar 10 euros por dia a cada trabalhador que adira a esta greve.