Trabalhadores do Museu do Côa preocupados com gestão em “modelo de fundação”

31 de julho 2011 - 17:02

Os trabalhadores enviaram uma carta à Secretaria de Estado da Cultura onde manifestam as suas preocupações com a passagem da gestão do Museu do Côa (MC) e do Parque Arqueológico de Vale do Côa (PAVC) a uma entidade de direito privado.

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Museu do Côa (interior), 6 de Agosto de 2010 – Foto de AiresAlmeida/Flickr

Uma fonte da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) confirmou à agência Lusa que o Museu vai avançar para “o modelo de Fundação” e que em breve será apresentada a composição do conselho de administração, faltando apenas confirmar o que diz respeito à representatividade do Ministério do Ambiente.

Na carta, os trabalhadores salientam que a “extinção” do Parque Arqueológico de Vale do Côa (PAVC) e das suas responsabilidades, enquanto serviço público, “depende do IGESPAR”, na recolha, investigação, salvaguarda, valorização e colocação à fruição pública do património à sua guarda.

Os trabalhadores do Museu do Côa (MC) alertam para os riscos da “delegação de competências do Estado numa entidade de direito privado" e que a gestão da Zona Especial de Proteção do Vale do Côa, que abrange uma área de 200 km2, aguarda a sua regulamentação, no âmbito da criação de um Plano de Ordenamento de Parque Arqueológico.

Na carta é ainda manifestada preocupação pela “constituição” de um conselho de administração composto por três administradores, “todos eles de nomeação política”, sem qualquer concurso público.

Os trabalhadores realçam por fim: “A nomeação política é, aliás, a norma para todos os restantes órgãos de gestão, desde o conselho de fundadores (10 membros), passando pelo conselho consultivo (28 membros) e atingindo o responsável técnico-científico do Museu e Parque”.

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