Uma fonte da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) confirmou à agência Lusa que o Museu vai avançar para “o modelo de Fundação” e que em breve será apresentada a composição do conselho de administração, faltando apenas confirmar o que diz respeito à representatividade do Ministério do Ambiente.
Na carta, os trabalhadores salientam que a “extinção” do Parque Arqueológico de Vale do Côa (PAVC) e das suas responsabilidades, enquanto serviço público, “depende do IGESPAR”, na recolha, investigação, salvaguarda, valorização e colocação à fruição pública do património à sua guarda.
Os trabalhadores do Museu do Côa (MC) alertam para os riscos da “delegação de competências do Estado numa entidade de direito privado" e que a gestão da Zona Especial de Proteção do Vale do Côa, que abrange uma área de 200 km2, aguarda a sua regulamentação, no âmbito da criação de um Plano de Ordenamento de Parque Arqueológico.
Na carta é ainda manifestada preocupação pela “constituição” de um conselho de administração composto por três administradores, “todos eles de nomeação política”, sem qualquer concurso público.
Os trabalhadores realçam por fim: “A nomeação política é, aliás, a norma para todos os restantes órgãos de gestão, desde o conselho de fundadores (10 membros), passando pelo conselho consultivo (28 membros) e atingindo o responsável técnico-científico do Museu e Parque”.