“A ‘troika' não falou acerca do Governo, o Governo, como se viu ontem, não falou acerca da ‘troika'. Isto é um ‘blind date', vamos ver o que sai daqui", avançou Luís Fazenda, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
"Há uma espécie de expectativa de aquisição prolongada de todos os cortes que foram feitos, de toda a política de austeridade realizada, com expectativas de que ela se mantenha no futuro e venha, inclusivamente, a agravar-se", alertou o dirigente bloquista.
Segundo o deputado do Bloco de Esquerda, há uma "pressão muito forte" da troika para, neste "sprint final do programa dito de ajustamento", fazer com que "todos os cortes que já foram realizados sejam não só mantidos como aprofundados".
O manifesto a favor da reestruturação da dívida é entendido quer pela Comissão Europeia como pelo Fundo Monetário Internacional como “inoportuno, errado e mal dirigido”.
Luís Fazenda fez ainda referência à "reação muito dura" e à “oposição muito feroz” da troika à reestruturação da dívida e ao manifesto assinado por economistas portugueses e posteriormente por especialistas internacionais que reclama esta medida. Conforme relatou o dirigente do Bloco, o manifesto é entendido quer pela Comissão Europeia como pelo Fundo Monetário Internacional como “inoportuno, errado e mal dirigido”.
O Bloco de Esquerda tinha proposto que a reunião entre a comissão eventual de acompanhamento do programa de assistência financeira e os representantes da troika decorresse à porta aberta, mas PSD, CDS, PS e PCP chumbaram a proposta bloquista, argumentando que o modelo sugerido pelo Bloco não tinha sido negociado previamente com a troika.