Joana Mortágua

Joana Mortágua

Dirigente do Bloco de Esquerda, licenciada em relações internacionais.

É impensável que em 2017 um juiz se ache no direito de desrespeitar todos os avanços no quadro legal do combate à violência doméstica.

Nenhuma Constituição tem o poder de cristalizar a história a despeito das aspirações democráticas dos povos.

Depois da tragédia vem o luto e só depois a ação, têm repetido. É preciso que a espera se estanque em mudanças profundas e corajosas. Alterações de estrutura de comando, de governo e de ministérios.

Ao não compreender que o primeiro destinatário da descentralização de competências na Educação são as Escolas, o Governo desilude as promessas de valorização da Escola Pública.

A Autoeuropa é a única grande empresa em Portugal que faz referendos para aprovar acordos, coisa nunca permitida por patrões nem por sindicatos em mais lado nenhum.

Não faltam títulos sugestivos para a recente e acentuada queda de popularidade de Emmanuel Macron, o jupiteriano presidente francês.

A Lei que permite o acesso das secretas a metadados de comunicações e internet trata todos os cidadãos como suspeitos. Ao contrário do que disse o Presidente da República, é inconstitucional e não reúne “consenso jurídico”.

A lei diz ao imigrante que vá ao SEF pedir um favorzinho que acaba por ser decidido ao critério do inspetor ou do diretor para quem for despachado o processo.

Longe de contribuírem para qualquer melhoria no sucesso educativo, os rankings têm como única função estigmatizar as últimas escolas e criar uma corrida às primeiras.

Numa sentença cheia de referências políticas, hesitações e defensivas, faltaram as provas. Não é um pormenor quando se condena alguém a nove anos e meio de prisão.