A greve nos serviços de recolha de lixo da Câmara Municipal do Porto teve cem por cento de adesão no turno da noite de segunda-feira e madrugada desta terça-feira, de acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL). Os trabalhadores contestam a decisão da Câmara de alterar os turnos de trabalho, para fazer a recolha de lixo aos domingos, sem que haja qualquer compensação financeira.
Em comunicado, o STAL congratula-se por "nem um trabalhador se ter apresentado ao serviço", afirmando que esta adesão "serviu para demonstrar, se dúvidas houvesse, a justeza da greve".
Na segunda-feira, o sindicato avaliou em 80% a adesão à greve, que se prolonga até às 4h de quarta-feira.
João Avelino, do STAL, afirmou que os serviços mínimos decretados para esta paralisação foram "concertados" entre a Câmara do Porto e o Ministério do Trabalho. "O ministro que assinou o despacho conjunto fez tudo o que a câmara pretendia", disse o sindicalista, acrescentando que notificar 50 cantoneiros para a limpeza da cidade "de serviços mínimos não tem nada".
O vice-presidente da autarquia e vereador do Ambiente, Álvaro Castello-Branco, disse que foram definidos mais serviços mínimos porque há festas na via pública devido à passagem de ano. "É a saúde pública que está em causa", disse.