Conferência antinuclear reúne sábado em Lisboa

02 de February 2017 - 21:27

Com Almaraz na agenda, os ambientalistas portugueses e espanhóis vão também discutir a situação do nuclear em Espanha e França. Eurodeputado do Podemos pediu o veto de Bruxelas à construção do armazém de resíduos em Almaraz.

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Manifestação em Cáceres pelo encerramento da central nuclear.

A conferência internacional antinuclear é promovida pelo Movimento Ibérico Antinuclear e tem início marcado para as 10h deste sábado, dia 4, na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa. As inscrições são obrigatórias e estão acessíveis aqui.

A deputada e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, fará a intervenção de abertura da Conferência. Seguem-se comunicações sobre a situação do nuclear na Península Ibérica e em França, os territórios e a ação do parlamento português, este último tema apresentado pelo deputado bloquista Pedro Soares.

A tarde é dedicada a um plenário de debate e a iniciativa conclui-se ao fim da tarde, com uma vigília em frente ao consulado de Espanha, marcada para as 19h15, para pedir o encerramento da central nuclear de Almaraz e a não construção do novo armazém de resíduos nucleares, que servirá para prolongar a vida da central. Segundo a organização da conferência, esta vigília contará com um momento musical.

Também no sábado, mas em Bilbau, uma cadeia humana irá exigir o encerramento definitivo e o desmantelamento da central nuclear de Garoña, em Burgos.

Podemos quer veto de Bruxelas ao armazém de Almaraz

Esta quinta-feira, o eurodeputado do Podemos Xabier Benito, membro da comissão de Energia e Indústria do Parlamento Europeu, questionou a Comissão Europeia sobre os planos de Madrid para construir o armazém de resíduos nucleares em Almaraz, uma medida que qualificou de “disparate”.

Xabier Benito, que também estará entre os participantes da conferência do fim de semana em Lisboa, alertou a Comissão que a intenção do governo de Espanha está em incumprimento com diretivas europeias e o acordo de Aahrus. E recordou que “o Governo de Portugal apresentou uma queixa formal junto da Comissão Europeia alegando que não houve informação por parte do Governo espanhol”.

“O governo do PP quer continuar a dar benefícios ao oligopólio, alargando a vida das centrais nucleares, mas não é capaz de criar um apoio social que evite as mortes por pobreza energética” no país vizinho, acrescentou o eurodeputado do Podemos, defendendo também o encerramento da central de Garoña.