No programa de notícias da manhã de domingo da CBS, Face the Nation, Kristalina Georgieva afirmou que é expectável que um terço da economia mundial esteja em recessão em 2023. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional realçou que o facto de, “pela primeira vez em 40 anos, o crescimento da China em 2022, provavelmente, ser igual ou inferior ao crescimento global”, é um problema importante. “Nos próximos meses, será difícil para a China, e o impacto no crescimento chinês será negativo, o impacto na região será negativo, o impacto no crescimento global será negativo”, referiu.
Já os EUA são "mais resilientes", podendo evitar a recessão. Georgieva destacou a força do mercado de trabalho norte-americano, realçando, contudo, que isso é “uma bênção mista, porque se o mercado de trabalho estiver muito forte, o FED [Sistema de Reserva Federal] pode ter de manter as taxas de juros mais rígidas por mais tempo para reduzir a inflação".
Georgieva alertou que 2023 será “mais difícil do que o ano que deixamos para trás”, perante o enfraquecimento da atividade económica dos Estados Unidos, Europa e China, que estão a “desacelerar simultaneamente”. “Esperamos que um terço da economia mundial esteja em recessão. Mesmo em países que não estão em recessão, centenas de milhões de pessoas sentirão o seu efeito”, acrescentou. De acordo com a líder do FMI, “metade da União Europeia estará em recessão” este ano.