FMI prevê recessão para um terço da economia mundial em 2023

02 de January 2023 - 14:15

Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, explica que as três grandes economias - Estados Unidos, Europa e China - estão a abrandar em simultâneo e que o próximo ano será de agravamento da situação económica.

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Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI. Foto: World Bank Photo Collection/Flickr

No programa de notícias da manhã de domingo da CBS, Face the Nation, Kristalina Georgieva afirmou que é expectável que um terço da economia mundial esteja em recessão em 2023. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional realçou que o facto de, “pela primeira vez em 40 anos, o crescimento da China em 2022, provavelmente, ser igual ou inferior ao crescimento global”, é um problema importante. “Nos próximos meses, será difícil para a China, e o impacto no crescimento chinês será negativo, o impacto na região será negativo, o impacto no crescimento global será negativo”, referiu.

Já os EUA são "mais resilientes", podendo evitar a recessão. Georgieva destacou a força do mercado de trabalho norte-americano, realçando, contudo, que isso é “uma bênção mista, porque se o mercado de trabalho estiver muito forte, o FED [Sistema de Reserva Federal] pode ter de manter as taxas de juros mais rígidas por mais tempo para reduzir a inflação".

Georgieva alertou que 2023 será “mais difícil do que o ano que deixamos para trás”, perante o enfraquecimento da atividade económica dos Estados Unidos, Europa e China, que estão a “desacelerar simultaneamente”. “Esperamos que um terço da economia mundial esteja em recessão. Mesmo em países que não estão em recessão, centenas de milhões de pessoas sentirão o seu efeito”, acrescentou. De acordo com a líder do FMI, “metade da União Europeia estará em recessão” este ano.