O conflito na Ucrânia no leste europeu registou uma série de bombardeamentos aéreos feitos pela Rússia nas últimas horas. Enquanto o mundo acompanha com atenção o avanço de tropas russas em território ucraniano, países como Síria, Somália e Iémen também sofreram ataques aéreos.
Pelo menos outros 28 países passam por conflitos ou registam combates armados neste início de 2022. A informação é do Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados (Acled, na sigla em inglês), que analisou dados até 11 de fevereiro. O levantamento foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo na semana passada.
Na manhã de quinta-feira (24), em Kiev, na capital da Ucrânia, sirenes de alerta para possíveis ataques aéreos começaram a soar. A última vez que estes sinais foram acionados na cidade foi na 2ª Guerra Mundial. Então, outros locais do país já tinham bombardeados, segundo as agências de notícias. Pelo mundo, no entanto, episódios como esse são relativamente comuns.
Apenas nesta semana, segundo os principais órgãos de comunicação social internacionais, o governo de Israel matou seis combatentes pró-Síria por via aérea, os Estados Unidos lançaram um drone contra a Somália e a Arábia Saudita realizou ataques no Iémen.
Mortos na Síria após ataques aéreos de Israel
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou, na passada quinta-feira (dia 24), que pelo menos seis combatentes pró-governo sírio morreram em ataques aéreos israelitas durante a madrugada na região de Damasco, capital do país. A notícia foi publicada no Brasil pelo UOL, com informações da AFP.
"Os bombardeamentos israelitas mataram seis pessoas, incluindo dois soldados sírios e quatro combatentes de milícias apoiadas pelo Irão, cujas nacionalidades são desconhecidas", anunciou o OSDH. Desde o início da guerra na Síria, em 2011, Israel realizou centenas de ataques contra o Exército de Bashar al-Assad.
Estados Unidos lançam drone contra Somália
O jornal The New York Times informou também nessa quinta-feira (24) que os Estados Unidos realizaram um ataque de drones contra militantes do Al Shabab, na Somália, na terça-feira anterio (22). Foi a primeira ação militar desse tipo contra a filial da Al Qaeda na África Oriental desde agosto do ano passado.
O ataque ocorreu após um ataque do Shabab às forças aliadas somalis em Duduble, cerca de 64 quilómetros a noroeste da capital do país. Segundo o The New York Times, ainda não se sabe quantos somalianos foram mortos no ataque. As forças dos Estados Unidos disseram, no entanto, que nenhum civil foi ferido.
Iémen: mulheres mortas após ataque da Arábia Saudita
Na segunda-feira (21), a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou, na sua conta no Twitter, que “após um bombardeamento” durante a noite na província de Hajjah, no Iémen, a sua equipa na sala de emergência do hospital geral da região “recebeu uma menina de 12 anos e uma mulher de 50 anos, ambos mortos na chegada”.
No final de janeiro, ataques aéreos numa prisão no norte do Iémen deixaram pelo menos 37 mortos. O ataque foi uma vingança da coligação liderada pela Arábia Saudita depois de um atentado que deixou três mortos e seis feridos nos Emirados Árabes Unidos. As informações são da Al-Jazeera.
A guerra civil no Iémen é tida pelo Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) como “a maior crise humanitária do mundo” atual, com estimativas de mais de 377 mil mortes. O país tem cerca de 80% da população em situação de fragilidade, com 3,6 milhões de deslocados internos e 24 milhões de pessoas necessitando de suporte humanitário.
Artigo publicado no Brasil de Fato. Editado para português de Portugal pelo Esquerda.net.