Em julho, a Autoeuropa reviu em alta as previsões de produção e anunciou que este seria o segundo melhor ano de sempre da fábrica de Palmela. Agora, com a inflação a galopar e face aos bons resultados da empresa, os trabalhadores querem ser compensados pela perda do poder de compra com atualizações salariais, mas a administração tem recusado as propostas apresentadas. Segundo o portal Eco, o próximo passo é a realização de quatro plenários na fábrica, esta terça e quarta-feira, para decidir ações de luta.
Em cima da mesa, avança o Eco, estará a proposta de uma greve de duas horas por turno nos dias 17 e 18 de novembro, que seria a segunda na história da empresa, excluindo as greves gerais. No mês passado, a Comissão de Trabalhadores exigiu um aumento salarial de 5% em dezembro com retroativos a julho e a atualização salarial em janeiro de 2023 que conjugue a inflação com o aumento de 2% previsto no acordo laboral assinado em março. Ou seja, se a inflação deste ano ficar em 8%, aos 2% previstos no acordo somar-se-ia mais 1%.
A contraproposta da administração foi o pagamento de um prémio único de 400 euros, o que os trabalhadores dizem ser "uma decisão completamente descabida daquilo que deveria ser a responsabilidade social para com os seus trabalhadores”.