Manifestações contra a guerra começam a sair às ruas em vários países

25 de February 2022 - 23:25

Do Japão à Austrália, dos EUA à Europa, esta sexta-feira houve manifestações pela paz. Mais ações estão marcadas para o fim de semana.

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Manifestação nas Portas do Sol em Madrid. Foto de Zipi/EPA/Lusa.
Manifestação nas Portas do Sol em Madrid. Foto de Zipi/EPA/Lusa.

Os russos deram o primeiro sinal no próprio dia da invasão da Ucrânia pelas tropas russas. Manifestações espontâneas contra a guerra desafiaram as proibições do regime de Putin e começaram a surgir um pouco por todo o país. A repressão também. Terão sido detidos mais de 1.800 manifestantes em cerca de 54 cidades.

Apesar de vários protestos significativos estarem a ser marcados para o fim de semana, esta sexta-feira seguiram-se-lhes manifestações contra a guerra em muitos outros países. A Al-Jazeera fez mesmo um mapa dos protestos onde indica a existência de ações da Oceânia à América do Norte, de Tóquio a Madrid, numa lista extensa.

Em Paris, a eurodeputada Manon Aubry, da França Insubmissa, deu conta das exigências de paz, retirada das tropas invasoras e proteção das populações:

Em Itália houve manifestações em várias cidades como Bolonha:

E o jornalista Salvatore Cannavò sublinha que também ocorreram em Roma, Milão e noutras cidades.

Em Madrid, o encontro foi nas Portas do Sol, onde se gritou “não à Nato” e “não à guerra imperialista”.

E não foi a única cidade do Estado Espanhol a gritar pela paz. Palma de Maiorca também o fez, por exemplo:

E em Barcelona, pelo segundo dia consecutivo, houve convocatórias diferentes:

O mesmo aconteceu em Atenas onde o Partido Comunista Grego fez uma manifestação sob o lema “não às guerras dos imperialistas: longa vida às lutas conjuntas dos povos”:

O Syriza também fez uma outra manifestação mas com outro lema: “não à guerra, sim à paz”.

Em Londres, em Downing Street, também entoaram cânticos contra a guerra:

Outra capital europeia onde já se saíu à rua foi Berlim como mostra o dirigente do Die Linke Jörg Schindler:

O mesmo sucedeu noutros pontos da Alemanha como o prova esta manifestação em Dortmund:

Igualmente se protestou na República Checa, em Praga:

E também em Varsóvia:

Mais perto da zona atacada, a jornalista Mariam Nikuradze mostra o que aconteceu em Tiblíssi, na Georgia.

Sublinhando-se que a grande dimensão da manifestação é também um protesto contra o facto do Primeiro-Ministro não ter aderido às sanções contra a Rússia.

E na Letónia, país que faz fronteira com a Rússia, escolheu-se como forma de manifestação de solidariedade para com o povo ucraniano cantar o hino deste país à porta da embaixada russa:

Nem só no continente europeu esta tendência se demonstrou. Houve manifestações, por exemplo, em Buenos Aires:

E em Hong Kong, onde por causa das restrições os manifestantes guardaram a devida distância social:

 

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