Cumpre-se esta sexta-feira o segundo dia de greve dos trabalhadores da Faurécia – Sistemas de Escape Portugal, SA. Uma das principais reivindicações da paralisação convocada pelo SITE-Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte é o aumento de 90 euros no salário.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Rui Pereira, delegado sindical na empresa, explica que com a subida da inflação houve um “aumento das dificuldades dos trabalhadores, muitos dos quais recebem o salário mínimo”. Para ele, “com a conjuntura atual é difícil chegar ao fim do mês” e por isso os sindicalistas dizem que têm noção “que dois dias de greve saem caro aos trabalhadores” mas querem “passar uma mensagem de firmeza e de determinação a quem gere os milhões”, ou seja à administração da multinacional francesa.
A 7 de julho tinham já feito igual reivindicação e, depois disso, houve várias reuniões entre o SITE e os responsáveis da empresa. Mas, sublinha, o delegado sindical, “a resposta foi sempre um redondo não, alegando que são políticas do grupo e da multinacional e que cá em Portugal se pautam pelo salário mínimo”.