“As situações de sem-abrigo são uma forma extrema de pobreza e uma violação dos direitos humanos que simplesmente não podemos tolerar ou ignorar na UE. Sem visar especificamente a questão dos sem-abrigo sob o objetivo de redução da pobreza, tememos que as pessoas sem-abrigo sejam deixadas à margem, numa altura de crescente precariedade”, afirmam os signatários desta carta aberta, que inclui os eurodeputados bloquistas Marisa Matias e José Gusmão.
A carta foi promovida por parlamentares de cinco grupos políticos (Esquerda, Verdes, Socialistas, Populares e Liberais), em que se inclui o português Manuel Pizarro, do PS. O objetivo é garantir que a meta de acabar com situações de sem-abrigo na Europa até 2030, defendida pelo Parlamento Europeu, faça parte dos compromissos a anunciar na Cimeira Social que se realiza a 7 de maio no Porto, bem como na declaração política do encontro informal dos chefes de Estado e de Governo que tem lugar no dia seguinte.
“Acreditamos que a Cimeira Social do Porto é o momento perfeito não apenas para apoiar o Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, mas também para elevar ainda mais fasquia no que toca ao fortalecimento da dimensão social da União”, afirmam os subscritores desta carta, lembrando que a principal preocupação da opinião pública europeia neste momento, medida pelo Eurobarómetro, é a redução da pobreza e das desigualdades.
“Para mais, as moratórias temporárias ao pagamento das prestações do crédito à habitação implementadas por muitos estados-membro por causa do coronavírus começam a chegar ao fim. Isto terá um impacto grave para os agregados em dificuldades e pode levar a um pico sem precedentes das situações de sem-abrigo na Europa”, avisam.
Combater a pobreza tem de passar pela defesa do direito à habitação para todos. A cimeira social no Porto tem, por isso,...
Publicado por Marisa Matias em Sexta-feira, 23 de abril de 2021
Nas redes sociais, Marisa Matias defendeu que "combater a pobreza tem de passar pela defesa do direito à habitação para todos. A cimeira social no Porto tem, por isso, a obrigação de definir metas concretas. Acabar com os casos de sem-abrigo é uma das condições necessárias para se provar que o pilar é mesmo a sério e não mais um evento público".