Ucrânia: Anonymous reivindica ter hackeado a televisão estatal russa

27 de February 2022 - 0:30

O grupo de hackers tem-se mobilizado contra o regime de Putin e tinha já anunciado ter deitado abaixo várias páginas ligadas ao governo e ter entrado na base de dados do Ministério da Defesa russo. As televisões estatais estarão agora a mostrar “a verdade sobre o que se passa na Ucrânia” dizem.

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Imagem difundida pelo Anonymous.
Imagem difundida pelo Anonymous.

No dia 24 de fevereiro, o Anonymous tinha-se declarado "oficialmente em ciber-guerra contra o governo russo". Depois disso, o grupo de hackers tem vindo a mobilizar-se contra o regime de Putin tendo realizado vários ataques.

Na sua conta de Twitter tinha já anunciado ter deitado abaixo várias páginas ligadas ao governo e ter entrado na base de dados do Ministério da Defesa russo.

Um destes atacados tinha sido a página de "propaganda" da cadeia de televisão RT que confirmou, em comunicado, que foi alvo de "ataques massivos" com origem em 100 milhões de dispositivos, alegando ainda que a maior parte deles se encontrava nos EUA.

A outra grande vitória anunciada foi a entrada nas bases de dados do Ministério da Defesa russo que culminou na divulgação de dados deste, entre os quais emails, palavras-passe e números de telefone.

O grupo disse ainda ter conseguido obter 200 gigabytes de informação de emails da empresa de armamento bielorrussa Tetraedr que alega ter dado apoio logístico à invasão da Ucrânia.

Mais tarde neste sábado, também pela sua conta no Twitter, anunciou que tinha sabotado os vários canais das televisões estatais russas que passaram a emitir canções ucranianas e "a realidade do que se está a passar na Ucrânia":

A seguir a este anúncio, o grupo divulgou um vídeo que diz demonstrar o sucedido:

O Anonymous apelou aos "hackers de todo o mundo" que "os façam saber que não perdoamos, não esquecemos". Ao seu lema habitual juntou uma palavra de ordem antifascista: "o Anonymou bate os fascistas, sempre."

A guerra cibernética não tem só um lado e a Ucrânia tinha vindo a ser atacada nos últimos dias. Um dos grupos que se colocou publicamente do lado do governo de Putin foi o russo Conti que se dedica a ataques de ransomware, ou seja de pedidos de resgate depois de sabotar as páginas.

O Conti fez saber no seu blogue que "apoia totalmente" o governo russo e ameaça que "se alguém decidir organizar um ciber-ataque ou quaisquer atividades de guerra contra a Rússia" vai "usar todos os recursos possíveis para ripostar nas infraestruturas centrais do inimigo".

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