A crise das últimas semanas, embora as perspectivas económicas do “Uncle Sam” sejam de recessão para o próximo ano, foi uma crise política que se reflectiu nos mercados e não o contrário.
Recentemente, uma corajosa trabalhadora civil do exército norte-americano ganhou uma batalha para fazer com que os que lucram com a guerra sejam responsabilizados pelos seus actos.
A gestão privada não traz qualquer benefício ao SNS. É mais ineficiente e, também, mais cara. A gestão privada traduz-se num duplo prejuízo: a sua ineficiência prejudica os doentes e o seu custo castiga o orçamento.
Desde Dezembro do ano passado despedi ou comuniquei o despedimento a seis pessoas nas duas estruturas de criação e produção artística a que estou ligado.
Desde o imposto que não taxa os dividendos, até à redução da TSU para benefício da banca, estas escolhas são o caminho em que se taxa em sentido único.
O problema da economia portuguesa não é ter salários altos, bem pelo contrário. O governo dá mais um passo para intensificar e perpetuar a exploração com base nos salários de miséria.
Antes das férias o Álvaro apressou-se a passar na generalidade a nova lei das compensações por despedimento. Já depois das férias sentiremos o seu efeito.
Porque são sempre as mesmas áreas que se insurgem primeiro, o que quer que seja a causa? Pura coincidência? Estará relacionado com a raça, a classe, a pobreza institucionalizada e a tristeza da vida difícil do dia-a-dia?
O contexto em que se desenrolam os tumultos de Londres não os torna mais toleráveis, mas olhá-los num plano mais alargado dá-nos uma panorâmica dos danos e riscos que as políticas de austeridade representam.
O PES custará, pelas contas do Governo, 400 milhões de euros no primeiro ano; de uma assentada, foram oferecidos 510 milhões de euros ao BIC para ficar com o BPN.