Internacional

Se a guerra do Iraque foi um escândalo em termos de corrupção política, também o foi em termos financeiros dado que favoreceu de forma abusiva as empresas que apoiavam e financiavam o governo de Bush. Por Marco Antonio Moreno

Em meio aos protestos generalizados de junho, um movimento que se fazia ouvir já há alguns meses ganhou força e apresentou-se como ponta de lança da luta contra o conservadorismo social no Brasil. O “Fora Feliciano” esteve presente nas ruas e disputou o conteúdo político e mediático das mobilizações. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Adriano Campos

O prémio Nobel da Paz 2009 anunciou neste sábado que decidiu que os Estados Unidos vão atacar militarmente a Síria, sem tropas no terreno. Obama declarou também que vai requerer a aprovação do Congresso e que o ataque pode ser “amanhã, na próxima semana ou no próximo mês”. O Bloco condena a decisão de Obama, tendo José Manuel Pureza frisado que “não há ‘tomahawks’ com intenções humanitárias”.

Uma paralisação nacional decorre na Colômbia desde o dia 19 de agosto. Nela participam as principais organizações camponesas, mineiros, trabalhadores da saúde e da educação e tem o apoio das centrais sindicais. As reivindicações têm um ponto comum: a recusa da política neoliberal do governo e a rejeição do tratado de livre comércio com os EUA. O presidente Juan Manuel Santos responde com repressão, com a militarização de Bogotá, enquanto anuncia um futuro “pacto nacional agrário”.

Ao contrário da tendência defensiva presente nas mobilizações europeias anti-austeridade, que aconteceram num contexto de ataque e de deterioração das condições económicas e salariais, os protestos no Brasil mostraram que é possível construir movimentos aguerridos num cenário de forte crescimento económico associado à distribuição de rendimento. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Adriano Campos

Por treze votos de diferença, o parlamento britânico rejeitou dar luz verde a um ataque à Síria. A Casa Branca diz que pode avançar sozinha, mas Obama está sob pressão para que seja o Congresso a autorizar a escalada do conflito na Síria. E os militares expressam dúvidas sobre o "efeito boomerang" de uma intervenção militar apoiada por apenas 9% dos norte-americanos nas sondagens.

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou, durante uma acção de campanha, que a Grécia não deveria ter sido admitida na zona do euro, responsabilizando o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder pela atual crise.

Numa carta aberta a David Cameron, os editores do "Politiken" da Dinamarca, "Dagens Nyheter" da Suécia, "Aftenposten" da Noruega e "Helsingin Sanomat" da Finlândia, descrevem a detenção de David Miranda, companheiro de Glenn Greenwald, como assédio. Artigo do Guardian publicado na Carta Maior.

As leis homófobas de Moscovo e as perseguições contra a comunidade LGBT russa estão a provocar uma vaga de emigração para os países ocidentais. A escritora Margarita Sharapova pediu esta terça-feira o estatuto de refugiada política a Portugal.

Enquanto os norte-americanos dronam a al-Qaeda até o osso no Iémen e no Paquistão, os mesmos norte-americanos, com a ajuda dos senhores Cameron, Hollande e outros políticos-generalecos, estarão a ajudá-los na Síria, matando inimigos da al-Qaeda. Artigo publicado no Independent.

Robert Fisk

Apesar do desastre económico que tem causado, a receita da troika não muda nos governos que tutela. Em Atenas, o mês de setembro ficará marcado pela sangria na função pública e o governo já prepara a lista de nomes a despedir. À beira de um novo resgate e com a dívida a crescer, a troika quer agora controlar as privatizações na Grécia. 

A Catalunha vai responder com uma gigantesca cadeia humana de 400 quilómetros em 11 de Setembro à previsível decisão do chefe do governo, Mariano Rajoy, de se recusar a discutir a organização de uma consulta à população catalã sobre a independência.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou categoricamente nesta segunda-feira que foram utilizadas armas químicas na Síria e anunciou que Obama está a discutir com aliados uma forma de responder aos ataques. Rússia diz que "não há evidências" do uso de armas químicas.

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Documentos revelados pela revista alemã “Der Spiegel”, na edição desta semana, revelam que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, a NSA, interceptam as comunicações das Nações Unidas. Esta revelação coloca em cheque o acordo de não interdição, no qual os EUA se comprometem em não realizar operações secretas na sede da ONU em Nova Iorque.

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Especialistas em armas químicas e médicos da ONU conseguiram entrar em zonas atacadas com o recurso a armas químicas, na passada semana, nos subúrbios de Damasco. Apesar das adversidades do cenário de guerra, os especialistas têm conseguido analisar edifícios bombardeados e recolher provas das vítimas, como amostras de sangue e cabelo.

O esquema atual do conflito na Síria pressagia uma nova intervenção ocidental. O deslocamento de navios norte-americanos e a posição da França antecipam uma participação talvez mais direta do que aquela que se conhece até hoje, ou seja, o fornecimento de armamentos aos rebeldes e treinamento militar. Resta saber a posição que adotará a Rússia frente às sirenes cada vez mais próximas de uma nova cruzada ocidental. Por Eduardo Febbro.

Num artigo publicado na quinta feira, Greg Palast, autor de vários artigos de investigação para a BBC, o Observer e o Guardian, divulga o conteúdo de um memorando que demonstra que, em finais dos anos 90, os mais altos representantes do Tesouro dos EUA “conspiraram secretamente” com alguns dos mais importantes banqueiros para “eliminar a regulação financeira em todo o planeta”.

Julian Assange descreve a forma como a Google tem procurado aliar-se ao governo norte americano para que este a encare como parceira, "consolidando assim a sua própria segurança". O fundador da Wikileaks refere que a agenda da Google se tem vindo a revelar, em algumas ocasiões, indissociável da agenda do Departamento de Estado dos EUA e que a empresa está, inclusive, "a fazer coisas que a CIA não pode fazer”.

A UNICEF e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados adiantaram esta sexta feira que metade do total dos refugiados sírios são crianças. O gabinete chefiado por António Guterres aponta que cerca de 7000 crianças foram mortas durante o conflito.

A paisagem da Grécia é catastrófica e alarmante para o resto da Europa. Os credores transformaram a recessão numa depressão e a Troika (UE - FMI - BCE) ensombra cada vez mais a situação. Artigo de Jérome Duval, publicado no CADTM.