Política

Notícias política

O economista britânico Philippe Legrain diz, numa entrevista ao Público, que o sector bancário dominou os governos dos países e as instituições da zona euro e, por isso, quando eclodiu a crise, só se preocuparam em salvar os bancos. O conselheiro económico de Durão Barroso entre 2011 e fevereiro deste ano defende a reestruturação dos bancos e o perdão da dívida portuguesa. E considera “uma anedota” a atuação dos representantes da Comissão Europeia na crise.

Num jantar de campanha em Setúbal, a cabeça de lista do Bloco criticou os que dizem não haver alternativa ao Tratado Orçamental. Referindo-se às entrevistas dos líderes do PSD e do PS que admitiram fazer acordos pós-eleitorais, Marisa Matias disse que “se o PSD é o café e o PS é o leite, já sabemos que depois das eleições teremos o galão”. Também João Semedo advertiu para os perigos do bloco central, velho sonho de Passos Coelho e António José Seguro.  

O novo discurso da extrema-direita tem um alcance que vai para além das vítimas diretas da crise. Toca de alguma maneira esse “desenraizamento identitário” que muitos europeus sentem confusamente. Responde ao sentimento de “desestabilização existencial” de inúmeros cidadãos atacados pelo duplo golpe da globalização e de uma UE que não cessa de se ampliar.

Ignacio Ramonet

Num comício em Viseu, Marisa Matias defende um país e uma Europa onde a austeridade não faça parte da política que a domina. Catarina Martins desmonta as manipulações do governo sobre a taxa de desemprego e diz que há menos gente que nunca a trabalhar em Portugal, e que um país que se esvazia é um país sem futuro.

Mário Soares, Fernando Rosas, Manuel Carvalho da Silva, Manuel Alegre, Boaventura Sousa Santos, José Manuel Mendes, Pilar del Río, Vasco Lourenço, são os primeiros subscritores de uma petição que já está online, reclamando das autoridades portuguesas, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições, Governo e Presidente da República, que não autorizem a realização, em Lisboa e no dia 25 de Maio, do fórum do Banco Central Europeu.  

Esta sexta feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou as Estatísticas do Emprego do 1º Trimestre de 2014. Ainda que se tenha registado uma ligeira descida da taxa de desemprego, os dados "não são nada animadores", segundo avança a deputada do Bloco Mariana Aiveca. Na realidade, o que é importante reter é que em Portugal existem “menos 42 mil pessoas empregadas e mais 12.600 pessoas emigraram".

No debate parlamentar que teve lugar esta sexta feira, Catarina Martins questionou Pedro Passos Coelho sobre "o que o Governo está a fazer para impedir a conferência do BCE em Portugal no dia das eleições". A coordenadora nacional do Bloco acusou ainda o primeiro ministro de não ter palavra e de “assinar nas costas dos portugueses sempre e só cortes de salários e aumentos de impostos”.

A proposta de alteração ao Código do Trabalho que foi enviada esta quinta-feira aos parceiros sociais, e que começará a ser discutida na próxima terça-feira, prevê, por exemplo, cortes no salário dos trabalhadores quando os contratos coletivos caducam e a suspensão das convenções em situações de crise empresarial. CGTP considera as medidas "vergonhosas e inaceitáveis".

Durante o comício organizado esta quinta feira pelo Bloco de Esquerda em Ponte de Sor, a cabeça de lista às eleições europeias, Marisa Matias, referiu que “a senhora Merkel precisa mesmo de ter quem lhe desobedeça porque ela não representa nem o interesse da Alemanha quanto mais o interesse da União Europeia”.

Na apresentação do projeto de lei de proteção no desemprego "à irlandesa", Mariana Aiveca afirmou: “recusamos dar benefícios económicos aos grandes grupos económicos e SGPS's e negar apoio aos desempregados. O Bloco escolhe as pessoas respostas urgentes para quem não pode esperar mais”. Na votação, o projeto foi chumbado pelos votos do PSD e do CDS, o PS absteve-se, enquanto PCP, PEV e Bloco votaram a favor.

O candidato da Esquerda Europeia à presidência da CE participou numa sessão de perguntas e respostas online organizada pelo diário britânico, The Guardian. Após dezenas de perguntas e centenas de comentários que abordavam a união monetária, a imigração, a abstenção e as respostas da esquerda à crise, Tsipras respondeu às questões dos cibernautas durante um período de 2 horas. Leia aqui as perguntas e resposta.

O Bloco de Esquerda apresentou esta quarta feira no parlamento um projeto de lei onde reclama uma proteção no desemprego "à irlandesa", que responda “à necessidade de dar apoio àqueles que estão agora completamente desprotegidos”.

Fernando Madeira conta à revista Sábado que o atual primeiro ministro se rodeou de “pessoas influentes” no Centro Português para a Cooperação (CPPC), uma ONG financiada pela Tecnoforma, para "abrir ou facilitar” a aprovação e o financiamento de projetos. Entre os fundadores do CPPC encontravam-se, entre outros, o então líder parlamentar do PSD, Luís Marques Mendes.

Na queixa endereçada à Comissão Nacional de Eleições sobre a realização em Sintra, no dia das eleições europeias, da cimeira do BCE, na qual participam os líderes das três instituições da troika, o coordenador nacional do Bloco, João Semedo, frisa que “é difícil não encarar este encontro como constituindo uma violação da legislação eleitoral nacional e uma ingerência grosseira no processo democrático português”.

Durante a sua intervenção no jantar-comício que teve lugar esta terça feira em Leiria, Marisa Matias frisou que o Governo se converteu “numa enorme agência de propaganda eleitoral”  que nos quer convencer de que “agora tudo terminou porque temos uma saída limpa”. “O problema da expressão 'saída limpa' é que nem é saída nem é limpa”, avançou a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias.

Bloco afirma que a resposta do Ministério da Saúde sobre a morte da utente, que aguardou mais de seis horas pelo atendimento, “baseia-se no inquérito realizado pelo conselho de administração do hospital”, que contém “inverdades e falsidades”, sendo fundamental “garantir a realização de um inquérito por parte de uma entidade independente”.

O secretário-geral da Amnistia Internacional lamentou “o silêncio de Portugal, por razões económicas, sobre violações de direitos humanos em países a que historicamente está ligado, como Angola ou Moçambique”. Numa entrevista ao jornal Público, Salil Shetty teceu ainda duras criticas às atuais políticas migratórias.

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico afirma que Portugal tem de fazer cortes anuais de 1,9% até 2030 e contradiz o governo, prevendo que a dívida pública portuguesa vai continuar a subir em 2015, chegando a 131,8%.

Dirigente do Bloco envia carta a Barroso e a Draghi exigindo o adiamento da conferência organizada pelo BCE em Sintra, e denunciando a intenção de condicionar o ato eleitoral de um país que tem estado sujeito a um programa de intervenção. “Estou certa que outros Estados-Membros nunca aceitariam a marcação desta reunião no dia das eleições”, afirma. O Bloco também não aceita.

Marisa Matias afirmou esta segunda-feira, no debate “Ciência Precária”, que “a ciência e a investigação são o domínio onde a precariedade se tem assumido com mais força”. A iniciativa, que decorreu no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, contou também com a presença de João Lavinha, Ana Drago, José Neves, Inês Farias e Irina Castro.