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João Semedo anunciou esta segunda-feira que o Bloco de Esquerda vai apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Eleições contestando a realização a 25 de maio, dia das eleições europeias, de uma “cimeira da troika”, que contará com a presença de Durão Barroso, Mário Draghi e Christine Lagarde. O coordenador bloquista recordou que “Portugal não é uma república das bananas” e acusou o Governo de ser “cúmplice desta golpada eleitoral”. English version here.

Num encontro de professores, Marisa Matias afirmou que as “reformas estruturais” impostas pela UE são um ataque generalizado ao Estado Social e à Escola Pública. Catarina Martins salientou a importância do Bloco, do Syriza e de outros partidos estarem numa luta conjunta nestas eleições europeias. Luís Fazenda denunciou o enorme retrocesso do ministério Crato na Escola Pública, elogiou a capacidade de luta dos professores e apelou à unidade das escolas e das lutas.

Marisa Matias, cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, afirmou este domingo que os únicos a ter uma “saída limpa” são os mercados financeiros e os milionários. A eurodeputada acusou ainda o Governo de se estar a “celebrar a si próprio”. Tutela do FMI e da Comissão Europeia durará até à década de 2030. English version here.

O coordenador do Bloco critica a conferência organizada pelo BCE para o dia 25 de maio e acusa: “É uma tentativa clara de condicionar e influenciar o voto dos portugueses”. João Semedo exige ao Presidente da República que cancele ou adie a conferência.

“O primeiro-ministro disse que o aumento do IVA é amigo da economia. É o mesmo que dizer que um atleta corre mais depressa com uma perna partida”, afirmou o coordenador do Bloco de Esquerda no Faial, Açores. Marisa Matias considerou que “não há nada mais parecido com as notas da troika do que as notas de Miguel Relvas no seu curso”.

Durante a sua intervenção sobre o Documento de Estratégia Orçamental, na sessão plenária desta sexta feira, o líder do grupo parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, afirmou que “o Governo baralhou e voltou a apresentar os cortes dizendo que há uma reposição”.

Durante um debate público com os trabalhadores da Base das Lajes, que teve lugar na Praia da Vitória, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, Marisa Matias, frisou a necessidade de assegurar a reconversão total desta base. “Não queremos uma base militar na nossa terra que serve para invadir outros povos”, frisou Lúcia Arruda, coordenadora do Bloco/Açores e candidata às eleições europeias.

Arménio Carlos anunciou no 1º de Maio uma semana de ações e greves pelo aumento do salário mínimo e duas grandes manifestações, no Porto a 14 de junho e em Lisboa a 21 de junho, para contestar as medidas do Governo e exigir eleições antecipadas.

João Semedo participou na manifestação do 1º de Maio da CGTP em Lisboa e voltou a apelar à insistência no protesto e na luta pelos direitos que o Governo tem vindo a retirar a quem trabalha ou trabalhou a vida inteira. No Porto, Catarina Martins acusou o Governo de "não ter limites para a mentira e a destruição do país", com o anúncio os novos cortes e aumento de impostos.

A Comissão Nacional de Eleições e a DGAI já publicaram informação sobre a possibilidade de voto antecipado, entre os dias 13 e 15 de maio, a quem esteja deslocado no estrangeiro.

Marisa Matias sublinhou que ao contrário das promessas de Passos Coelho e Paulo Portas, o Governo apresentou um novo imposto sobre os reformados, o aumento do IVA e um “aumento irrevogável” das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social.

Durante dois anos, a discussão para legalizar as “barrigas de aluguer” em casos clínicos, inicialmente proposta pelo Bloco de Esquerda, foi adiada por força da maioria parlamentar. Tudo indicava para que, esta sexta-feira, 2 de maio, o assunto ficasse encerrado em plenário da Assembleia da República, mas a votação final foi novamente adiada. 

Marisa Matias alertou também para o regresso do trabalho escravo à União Europeia, no encerramento da mesa redonda sobre emprego, em que participaram Catarina Martins, Mariana Aiveca e sindicalistas. Foi ainda divulgada uma lista de mais de cem apoiantes da área sindical e laboral à lista do Bloco de Esquerda para as europeias.

“A vergonhosa coligação governativa de Samaras-Venizelos será julgada pelos eleitores nas eleições ao Parlamento Europeu já em maio”, afirmou Alexis Tsipras, dirigindo-se aos seus apoiantes em Praga.

Imagine que um dia o Governo cria um grupo de trabalho para levar a gastronomia portuguesa além fronteiras. Imagine que do grupo de trabalho fazem parte Lobo Xavier e Alberto da Ponte. Agora pare de imaginar. É verdade. Só mesmo os pastéis de nata ou o arroz de cabidela para dar credibilidade ao país.

Os patrões defendem o corte no pagamento das horas extra por mais dois anos e o Governo promete a manutenção da medida e a caducidade dos contratos coletivos. As exigências impostas pela troika estão em marcha e o salário mínimo continua sem data marcada.

De acordo com um recente estudo conduzido por ativistas pela transparência, a indústria do setor financeiro gasta todos os anos mais de 120 milhões de euros e contrata mais de 1700 lobistas para influênciar as instituições Europeias.

Neste artigo, o Esquerda.net disponibiliza a agenda da campanha eleitoral do Bloco para as Eleições Europeias de 2014.

Entre os apoiantes da área sindical e laboral incluem-se membros de comissões de trabalhadores, dirigentes e delegados sindicais tanto do setor público como do setor privado. Nesta terça-feira, Marisa Matias estará com Catarina Martins e Mariana Aiveca numa mesa redonda com o título "Por um programa europeu de pleno emprego".

Marisa Matias respondeu esta segunda-feira a António José Seguro, defendendo que “o voto útil é um voto que de facto queira romper com este ciclo de políticas, e não um voto para a sua continuidade”. A cabeça de lista do Bloco às eleições europeias recordou ainda que “em matéria de política de austeridade o PS tem sempre tomado o lado da direita”.