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Ao contrário da propaganda do Governo, em maio de 2014, com a conclusão formal do programa de assistência financeira, a troika não abandona definitivamente o país. Sem desobedecer, as regras das instituições europeias impõem que Portugal seja tutelado até 2037.

Depois de uma paragem na República Checa e no Desobedoc no Porto, Alexis Tsipras, candidato da Esquerda Europeia à presidência da Comissão Europeia, continuou o seu périplo pela Europa. Este domingo participou num comício organizado pela Partido Alternativa Galega de Esquerda (AGE) em Santiago Compostela, Galiza. Alexis Tsipras destacou que no dia 25 de maio será “o início de uma grande mudança na Europa” porque “é necessário parar a austeridade e recuperar a democracia”.

Durante um comício organizado pelo Partido da Esquerda Europeia, com o apoio do Bloco de Esquerda, Marisa Matias afirmou que "precisamos de um Abril nas eleições de Maio". A iniciativa, que encheu por completo o Cinema Batalha, no Porto, contou também com a participação da coordenadora do Bloco, Catarina Martins, e de Alexis Tsipras. O líder da Syriza, e candidato à presidência da Comissão Europeia, defendeu que "é urgente fazer recuar o partido da senhora Merkel para recuperarmos a Europa".

Este sábado, pelas 21h30, o Partido da Esquerda Europeia, com apoio do Bloco, organiza um comício no Cinema Batalha, no Porto, que contará com as intervenções de Marisa Matias e Alexis Tsipras e as atuações musicais de Fred Martins e Uxía. Esta iniciativa integra-se no Desobedoc - Mostra de Cinema Insubmisso, que decorre até este domingo. 

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu esta sexta feira que o país precisa de "alternativa" e não de “alternância” ou “rotativismo sobre as mesmas políticas”, reagindo assim ao apelo a “entendimentos políticos” feito pelo Presidente da República.

João Semedo participou na manifestação dos 40 anos do 25 de Abril em Lisboa para relembrar que a democracia “é também o bem estar social”.

Na sessão solene na Assembleia da República, Mariana Mortágua criticou a “rendição da democracia” vigente em Portugal 40 anos depois da Revolução, “em que toda a governação é feita a pensar nos mercados e avaliada por eles”.

Comissão de Trabalhadores da agência classifica de "irresponsáveis e ofensivas ao trabalho dos profissionais em questão" as afirmações do ministro da tutela no parlamento sobre a empresa e sobre os jornalistas da rede externa.

No debate com o primeiro-ministro, o coordenador do Bloco de Esquerda acusou-o de querer transformar o Serviço Nacional de Saúde "numa caricatura" e afirmou que o "pós-troika" vai atacar "o Estado Social" como se fossem "gorduras do Estado", impondo mais "cortes e mais exigências".

O manifesto “Emigramos mas não desistimos” já recolheu mais de 500 assinaturas. Os seus promotores destacam que receberam muitas mensagens de familiares de emigrantes e declaram que nas europeias “é preciso fazer a diferença, é preciso votar”, “numa Europa feita para as pessoas e não para os interesses financeiros”, considerando que essa Europa “tem expressão em Alexis Tsipras, candidato à presidência da Comissão Europeia”.

"O nosso país precisa de ser uma sociedade mais desenvolvida, com mais economia, com mais emprego e mais direitos sociais, tudo aquilo que a ‘troika' e o Governo de Passos Coelho têm feito ao contrário" sublinhou o coordenador do Bloco de Esquerda em entrevista à Lusa sobre os 40 anos do 25 de Abril.

"O que é preciso é abrir os olhos às privatizações que o Governo está a fazer dos serviços públicos", alertou Catarina Martins na ação do Bloco contra a concessão de transportes a privados (aceder a folheto) e em que participou também Marisa Matias.

No final de uma reunião entre a comissão eventual de acompanhamento do programa de assistência financeira e os representantes da troika, o deputado do Bloco Luís Fazenda afirmou que existe uma "pressão muito forte" para que "todos os cortes sejam não só mantidos como aprofundados". O dirigente bloquista referiu-se ainda à “oposição muito feroz” da troika ao manifesto a favor da reestruturação da dívida.

A eurodeputada Alda Sousa não irá requerer o subsídio de reintegração a que tem direito pelos dois anos de mandato que cumpriu no Parlamento Europeu em representação do Bloco de Esquerda.

Numa entrevista conduzida por Kasja Ekis Ekman, da ETC, Suécia, Alexis Tsipras afirmou que "há uma guerra entre classes que é mascarada por resgates" e que "agora a esquerda começou a resistir".

 

A eurodeputada e cabeça de lista do Bloco às eleições europeias Marisa Matias afirmou esta segunda feira que, independentemente da data em que a troika vá embora, “a verdade é que fica”, já que as políticas foram "definidas de maneira a que não pudesse haver alternativa".

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, avisa que “novas decisões adversas do Tribunal Constitucional” e “tensões políticas renovadas” podem obrigar à tomada de medidas “menos amigas do crescimento para tapar qualquer buraco orçamental”.

O Governo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas comprometeu-se com a troika a encerrar metade das repartições de finanças em todo o país até ao final do próximo mês de maio. A lista de unidades a fechar já devia ter sido anunciada até ao final do primeiro trimestre deste ano.

O Governo  comprometeu-se com os credores internacionais a estudar a redução das indemnizações por despedimento sem justa causa para as aproximar do valor em vigor nos despedimentos com justa causa. FMI entende que apesar de todas as medidas de austeridade, "a rigidez dos salários nominais permaneceu elevada".

O coordenador bloquista contactou com a população em Penafiel e desvalorizou as notícias sobre divergências no interior do Governo. “Na hora da verdade, o CDS ordeiramente vota ao lado dos ministros do PSD e assim será desta vez”, prevê João Semedo.