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A coordenadora da Comissão Política do Bloco, Catarina Martins, que participou na manifestação da Greve Geral no Porto, à qual se juntaram mais de duas mil pessoas, salientou que esta é “a primeira greve ibérica, uma greve inédita, e um cartão vermelho bem forte contra a troika e o governo”.

Esta quarta-feira, dia de Greve Geral, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda não participou nos trabalhos parlamentares e esteve junto de vários piquetes de greve, integrando concentrações e manifestações, em solidariedade com os trabalhadores grevistas.

Criticando os "sacrifícios inúteis" que estão a ser pedidos aos cidadãos, o Bloco vai propor mais de 160 propostas de alteração ao Orçamento de Estado. Defendendo uma alternativa à austeridade "custe o que custar" que tem sido a "imagem de marca deste governo", o Bloco defende a renegociação dos juros e taxar o capital e património para proteger os salários e pensões. 

Contrariando a lei das rendas que acabou de aprovar, o Conselho de Ministros da semana passada determina que a atualização das rendas em 2012 tem como referência os rendimentos de 2011. Desta forma, o novo cálculo não leva em conta o agravamento dos cortes salariais e da suspensão dos subsídios.

As famílias com crédito à habitação em incumprimento poderão agora renegociar o empréstimo com o banco. Contudo, a Deco alerta que a maioria das famílias em dificuldades não está enquadrada na nova lei.

A co-coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, classificou como uma “afronta” a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, que “vem a Portugal como se viesse ao seu protetorado, ver se o país está a ser suficientemente destruído”.

No encerramento da VIII Convenção do Bloco, este domingo, Catarina Martins defendeu como “primeira prioridade” a demissão do Governo e que a troika “é o inimigo a vencer”. Marcando o tempo da renovação, João Semedo evocou os quatro fundadores do Bloco, afirmando que “é preciso continuar sempre”. (Ver vídeos)

A VIII Convenção Nacional do Bloco aprovou a moção A com 348 votos (80,3% dos votantes), tendo a moção B obtido 74 votos, existindo ainda 11 abstenções. Nas eleições para a mesa nacional a lista da moção A elegeu 61 membros e a lista B 19. Para a comissão de direitos a A obteve 5 mandatos e a B 2. João Semedo e Catarina Martins são os dois novos coordenadores da comissão política do Bloco de Esquerda.

A Convenção do Bloco de Esquerda é feita por homens e mulheres, jovens e menos jovens, vindos de Norte a Sul do país e dos arquipélagos, com experiências políticas e opiniões variadas. O Esquerda.net andou pela convenção a fazer perguntas e a tirar fotografias. (Atualizado em 12/11 às 14h)

No início da tarde deste sábado, teve lugar a apresentação das moções políticas que se encontram em fase discussão na VIII Convenção do Bloco de Esquerda. Pela Moção A, Pedro Filipe Soares, afirmou que “esta é a hora, a hora do Governo de Esquerda”. “O nosso adversário é a troika e a direita, a linha de demarcação é o memorando”, afirmou João Madeira, pela Moção B.

Comentador da TVI queria exibir na Alemanha vídeo para "explicar os impostos a que o povo [português] está sujeito, os sacrifícios da classe média", entre outras coisas. Mas a exibição pública em Berlim foi proibida por "razões políticas".

O médico João Semedo e a atriz Catarina Martins são os primeiros nomes da lista A. O historiador João Madeira e a funcionária pública Helena Figueiredo são os primeiros nomes da lista B. Conheça os seus perfis.

“Lutamos intransigentemente para demitir Passos Coelho e Paulo Portas, o povo não aguenta mais”, afirmou Francisco Louçã no discurso de abertura da VIII Convenção do Bloco de Esquerda, defendendo que o Bloco é “um partido de protesto e de solução” e que um Governo de Esquerda é a resposta à maior crise desde o 25 de Abril. Louçã disse ainda que “hoje não há despedidas”, referindo o fim do seu mandato – “Aqui estou, aqui estamos, vamos fazer o nosso tempo”.

No comício internacionalista que antecedeu a VIII convenção do Bloco de Esquerda, representantes de partidos da Alemanha, França, Grécia, Espanha e Portugal reuniram-se para mostrar que a solidariedade não é uma palavra vã e que a esquerda europeia é a da luta e da alternativa.

Começa neste sábado às 11 horas a VIII Convenção do Bloco de Esquerda, no Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso - Areeiro, em Lisboa, sob o lema “Vencer a troika”. A convenção decorrerá durante sábado e domingo, realizando-se a sessão de encerramento às 12.30 horas de domingo. Esquerda.net transmitirá em direto a abertura (11.15h) e a apresentação das moções (15h) no sábado e o encerramento no domingo (a partir das 11.30h).

Impedido de estar presente, devido à situação política no seu país, Alexis Tsipras enviou uma comunicação vídeo que será esta noite divulgada no Comício Internacional, que terá lugar às 21.30h no Pavilhão do Casal Vistoso, Areeiro, Lisboa. No comício, intervirão Jean-Luc Mélenchon, Gabriele Zimmer e Cayo Lara.

João Semedo afirmou que votará contra o relatório da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, porque ele não evidencia que a venda ao BIC beneficiou o comprador, nem evidencia a importância das motivações políticas na venda.

"Ao contrário do que o Governo diz, não há inevitabilidade no confisco, no saque fiscal às famílias", afirmou Pedro Filipe Soares na apresentação da proposta alternativa do Bloco de um IMI progressivo e reduzindo isenções fiscais. A proposta introduz justiça fiscal, aumenta justiça social e permitiria a promoção de políticas sociais de base local.

Previsões de Outono da Comissão Europeia assinalam que a deterioração, mais forte do que o esperado, da procura interna pode reduzir as projeções fiscais e pôr em causa o resultado das medidas de austeridade em Portugal.

Deputadas do Bloco de Esquerda e colegas gregos, espanhóis, e também alemães exibem cartazes afirmando que a “Austeridade mata!” Marisa Matias e Alda Sousa vestiram-se de negro em apelo e solidariedade com as manifestações já previstas para o próximo dia 12 em Lisboa.