Moisés Ferreira, na sua intervenção de réplica à bancada do CDS-PP, começou por desmentir o “argumento falso” de a despenalização da morte assistida nunca ter constado do programa do Bloco, lendo, para o efeito uma página do manifesto eleitoral de 2009 (ver página 23).
O deputado recordou ainda que no programa eleitoral de 2011 do CDS nada constava sobre o aborto, o que não impediu este partido de apresentar um projeto de lei, na anterior legislatura, que restringia em muito o acesso à Interrupção Voluntária da Gravidez, apesar de o assunto ter sido debatido e aprovado em referendo. “Nós não traímos o povo”, rematou.
“Nesta bancada somos pela liberdade, a possibilidade de cada um defender a vida e o seu fim de vida. Somos pela dignidade. Não impomos a nossa opção de vida”, defendeu o deputado bloquista, acusando ainda o partido liderado por Assunção Cristas de ter optado pelo “discurso do medo”.
“Dizemos que é preciso reforçar os cuidados paliativos, claro, que é preciso cuidar até ao fim, claro, mas também defendemos quem, além de tudo isto, quiser ter a escolha da morte assistida”, esclareceu Moisés Ferreira.
“Por que razão o CDS quer impor a sua visão? Porque sobrepõe o preconceito ao direito individual de cada um escolher o seu fim de vida?”, questionou o deputado da Comissão de Saúde.
“Porque razão é que o CDS só quer uma opção, não aceita a liberdade, porque sobrepõe o preconceito à decisão de cada um e de cada uma sobre o seu direito à vida”, concluiu.