“Foram poucos os votos que impediram a aprovação da despenalização [da morte assistida]. É uma questão de tempo, não foi agora será na próxima legislatura”, garantiu João Semedo numa declaração escrita para a agência Lusa, a propósito do chumbo no parlamento dos projetos de lei que propunham a legalização da eutanásia.
João Semedo sublinhou que nos últimos dois anos se avançou “imenso na compreensão das problemáticas do fim de vida, designadamente, na legitimidade de permitir o recurso à morte assistida a todos que o pretendam, sem obrigar seja quem for, mas também sem impedir quem cumpra todos os requisitos exigidos pela lei e reitere inequivocamente ser essa a sua vontade”.
“Andou-se muito nestes dois últimos anos, estamos mais próximos de consagrar na sociedade e na lei um direito fundamental: garantir a todos o direito a morrer com dignidade”, salientou o médico.
O diploma do PS recebeu 115 votos contra, 110 votos a favor e quatro abstenções. O projeto do Bloco recebeu 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções. O diploma do PEV teve 117 votos contra, 104 votos favoráveis e oito abstenções. O projeto do PAN teve 116 votos contra, 107 votos a favor e 11 abstenções.